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| DANÇAS
POPULARES |
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ZEMBÉKIKOS
O
zembékikos é uma
das mais antigas tradições
coreográficas da Ásia Menor.
Para dançá-lo, basta estar
só. É exclusivo para homens,
mesmo que hoje em dia turistas de ambos
os sexos se ponham a imitá-lo. É
sobretudo uma dança dos que amam
a liberdade; dança de pura inspiração,
em que só importa a interioridade
do dançarino. Ao som das canções
chamadas rebétika, a dança
começa com movimentos circulares
lentos e pesados, que gradualmente vão
se tornando mais complexos. O dançarino
curva-se para pegar uma taça de vinho
que está no chão e balança
a cabeça ou morde a mesa, levantando-a
enquanto dança.
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HASSÁPIKOS
O hassápikos
é derivado de hassápis,
que, em turco, significa “açougueiro”.
Durante a ocupação otomana, os açougueiros
de Constantinopla eram gregos oriundos da Albânia
e dançavam o hassápikos
durante as festividades de sua comunidade. As
frases musicais coincidem com as figuras das danças.
Normalmente dançado por duas ou três
pessoas de igual estatura, que colocam as mãos
um no ombro do outro.
Essa dança foi absorvida pelas músicas
ditas rebétika e se tornou popular.
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HASSAPOGRÍGORO
O hassapogrígoro
é a variante rápida do hassápiko.
Em grego, grígoro significa “rápido”. |
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SYRTÁKI
O syrtáki
é a variante do hassápiko
em que se dançam juntas a forma lenta (argó)
e a rápida (grígoro). Ficou
mundialmente conhecido a partir de 1965, com o
filme ganhador de três Oscars, Zorba,
o grego, interpretado por Anthony Quinn. |
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TSIFTELI
Tsifteteli
(Tsifte-teli) é uma dança tradicional
grega. Chifte-teli signica “afinada-dupla”
(double strings) em turco. Chamada desta forma
pois é originado de uma melodia tocado
por um violino afinado 2 vezes. O tsifeteteli
não tem passo e é dançado
principalmente pelas mulheres. Partilha de características
comuns com a dança do ventre e era dançado
nos Cafes Aman.
O Cafe
Aman surgiu principalmente nos grandes centros
urbanos das principais ilhas gregas, mas basicamente
na Ásia Menor, como em Constantinopla e
Smirna. Eram cafés musicais, onde a burguesia
se divertia. Seu nome provavelmente é originado
dos velhos cafés turcos, onde 2 ou 3 cantores
improvisavam versos na forma de diálogo
e falavam a exclamação “Aman!”,
inventada para ganharem tempo afim de pensarem
no próximo verso. A música tocada
no Cafe Aman era rica e cheia de arte, capaz de
satisfazer as demandas e gostos do público
de alto nível social e de educação.
O ano
de 1922 foi o marco para desenvolvimento e a divulgação
das músicas chamadas rebetikas, dentre
elas o tsifteteli. Lembrado como o ano da catástrosfe
de Smirna ou a catástrofe da Ásia
Menor. O grande número de refugiados que
tiveram como destino os principais grandes centros
urbanos da Grécia (Atenas, Pireus e Tessaloniki)
trouxeram mudanças significativas a realidade
social e cultural do país. Os gregos arrancados
de suas terras, encaravam agora a pobreza e o
desemprego, compartilhando do mesmo status social
que tinham os rebetes (plebeus fugitivos de prisões
e que fumavam hachiche), homens que tocavam as
músicas rebetikas com o auxílio
de instrumentos como o bouzouki e o baglamas.
Muitos refugiados se juntaram aos rebetes, aprendendo
a tocar seus instrumentos e músicas. Assim,
homens de negócios refugiados abriram seus
próprios Cafes Aman onde músicos
rebetes eram empregados. |
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